Imagine uma partícula sem carga e praticamente sem massa, que se move a velocidade próxima à da luz, e que não interage com praticamente nada no Universo.
Essa partícula com presença quase invisível, mas que não assombram os seres vivos, chama-se NEUTRINO. O cientista Wofgang Pauli desconfiou de sua existência em 1930, mas eles só foram medidos em 1956 por Fred Reines e Clyde Cowen, que receberam o prêmio Nobel em 1995. Posteriormente mais dois tipos de neutrinos foram descobertos: em 1976 em 2000.
Esses três tipos de neutrinos, denominados eletrônico, múon e tau, podem interagir entre si em um processo que é chamado de oscilação. Neutrinos são diferentes de nêutrons, isto é, enquanto os neutrinos são partículas indivisíveis os nêutrons são compostos por quarks.
Neutrinos atravessam nosso corpo, nosso planeta, as estrelas e até mesmo o Universo sem quase interagem com nada e quando interagem é de uma forma muito fraca, difícil de medir.
O neutrino é muito abundante sendo, depois do fóton, a partícula mais abundante no Universo. Só para dar ideia, bilhões de neutrinos atravessam nosso corpo por segundo e, talvez, somente um deles interaja com nosso corpo durante nossa vida.
Neutrinos podem ser provenientes do Sol, de estrelas, de raios cósmicos que atingem a Terra, e de laboratórios que possuam reatores e acelerados.
Um experimento muito interessante chamado DUNE (“Deep Underground Neutrino Experiment”) foi elaborado para investigar os neutrinos. Neste experimento um feixe de neutrinos é produzido no FermiLab, que fica em Chicago, e é medido e Dakota, aproximadamente 1300 quilômetros de distância.
O Brasil também está participando deste experimento. Pesquisadores da UNICAMP estão desenvolvendo um processo de purificação de Argônio que será utilizado no sistema detector de neutrinos.
